segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O tempo do amor

Parecia um sonho reencontrar com ele depois de tantos anos e ainda ver o mesmo brilho no olhar, nunca imaginei que ainda sentiria aquele gelo na barriga, aquelas borboletas.
Tudo começou quando eu tinha meus quinze anos, mudei de cidade, de colégio tudo era novo pra mim, e assim que conheci Pedro um jovem lindo que estava na minha classe, foi o primeiro a me dar boas vindas, muito simpático me conquisto de primeira.
Passando o tempo viramos melhores amigos , não tinha amigas nem ninguém era só eu e Pedro , em meu aniversario de 16 anos Pedro me deu um presente , uma corrente de ouro escrito pra sempre. E eu sabia que seria mesmo era um amor muito grande, passou os anos Pedro e eu estávamos caminhando sobre o luar na praia quando ele parou e disse, - Beatriz eu amo você de um jeito diferente fazem 3 anos que somos amigos e eu só penso em te ter como minha namorada e tenho medo de sua resposta.
Eu parei em choque com tudo que ele tinha me dito e chorei pois sentia a mesma coisa a todos aqueles anos também , abracei e o beijei pela primeira vez.
Depois dali pareci que o mundo ficou cor de rosa estávamos nos amando e tudo era maravilhoso, fomos para a mesma universidade no mesmo curso, fazíamos direito.
Morávamos em um apartamento na universidade só eu e ele, e nunca brigávamos tudo era incrível, até que no segundo ano de direito conhecemos um rapaz chamado Henrique, muito bonito era mais velho que nos com aproximadamente 25 anos, muito simpático, virou um companheiro para nos , isso era bom pois sentíamos falta de ter amigos e distrações pois dês dos  16 anos era só eu e ele.
Tudo parecia muito bom e foi assim até o ultimo ano da faculdade, quando Pedro meio revoltado  entra no apartamento e começa a gritar a me xingar sem motivo aparente, pega as chaves do carro e diz que vai sair com Henrique, naquela noite um grave acidente muda todo nosso destino.
03:00 horas da manha toca meu telefone era Pedro chorando meio transtornado dizendo que tinha sofrido um acidente e que não sabia como Henrique estava, eu desesperada pedi para ele me dizer onde exatamente estava.
A caminho de lá liguei para a policia e emergência médica, chegando lá vi uma cena que me deixou muito chocada, o carro de Pedro estava destruído , completamente destruído.
Não conseguia nem pensar em como Pedro estava vivo, pois Henrique morreu instantaneamente , os paramédicos dizem que ele não sofreu nada e todos estavam muito impressionados de Pedro ter saído ileso desse acidente. Que foi comprovado que Henrique perdeu a direção do carro, pois chovia e ele estava ao volante.
Voltando para a casa Pedro totalmente calado e eu aos prantos com tudo que estava acontecendo.
Passando o velório Pedro me olhou nos olhos me abraçou e disse que iria sair para esfriar a cabeça, nisso sai para trabalhar e quando voltei Pedro não havia chego ainda.
Passando as horas e nada de Pedro chegar comecei a ligar desesperada em seu celular, e nada dele atender só caia na caixa postal.
Fui tomar banho e colocar o pijama quando abro o guarda roupa e não encontro nada de Pedro.
O que estava acontecendo? Eu estava ficando louca com tudo isso.
Cadê as coisas dele? Entrei em pânico, comecei a ligar para todos os parentes amigos que eram poucos , professores da universidade.
Quando desci falar com o porteiro e ele me disse que Pedro saiu de sua própria vontade levando tudo que era dele e me deixando um bilhete.
Comecei a chorar subi para meu apartamento e sem coragem de ler o bilhete com medo de ser um daqueles bilhetes suicidas, por culpa ou por ainda esta muito abalado com que tinha acontecido na noite anterior.
Criei uma certa coragem e li o bilhete , lá estava escrito.
“  Bia sinto muito por estar fazendo isso com você , mais não posso continuar ao seu lado depois do que você me fez, eu sempre te amei éramos eu e você dês dos 16 anos e agora fico sabendo dessa apunhalada sua, não consigo nem te encarar. Estou indo para Nova York na  casa de meus tios , não me procure nunca mais. “

Aquilo foi a maior dor que eu poderia sentir, que traição ele estava falando? Eu nunca o trai.
Nunca teria essa coragem ele era meu amor, meu único amor, isso explicaria o por que ele estava irritado na noite do acidente, mais o que será que tinha acontecido, o que será que Henrique tinha lhe dito para ter causado tamanha confusão.
São coisas que eu jamais vou descobrir, com ajuda de remédios dormi aquela noite , rezando para que fosse apenas um pesadelo.
Na manhã seguinte a vida continuava tinha a faculdade o emprego, tudo aquilo que eu dividia com Pedro.
Liguei para meus familiares e para os familiares de Pedro e todos ainda muito chocados com que tinha acontecido , minha mãe por sua vez se ofereceu para passar uns dias comigo no apartamento para me ajudar com a formatura que seria em duas semanas , com o emprego e com  minha própria vida que estava em minha vista acabada.
Passando essas semanas me formei em direito abandonei meu emprego e o apartamento da universidade onde tinha muitas lembranças de Pedro, voltei a morar com meus pais, e sempre encontrando os pais de Pedro onde me falavam que ele estava muito bem e muito feliz em outro país.
Isso me deixava feliz e triste ao mesmo tempo, ele estava feliz e realizando um sonho e triste por saber que meu amor me odiava e não falava de mim para ninguém.
Passando poucos meses abri meu próprio escritório de advocacia e pensando comigo que eu já não era mais aquela jovem de 16 anos que sonhava em se casar com seu príncipe encantado criei forças para trabalhar , aluguei um apartamento onde fui morar sozinha e nem pensava em Pedro mais.
Fiquei sabendo depois de meses que Pedro estava namorando uma jovem de Nova York que estava muito contente e que pensava em se casar.
Frente a isso pensei comigo, ele esta vivendo e esta bem , agora posso pensar em mim.
Comecei a sair com minhas primas solteiras e mais jovens , pois amigas eu nunca tive.
Nessas saídas conheci uma jovem chamada Julia que estudou comigo no colegial e eu nem sabia , muito simpática , nos demos bem de primeira.
Virou minha companheira inseparável , dividimos meu apartamento, ela era formada em veterinária e tinha uma pequena clinica próxima de meu escritório. Vivemos  anos juntas éramos muito namoradeiras , vivíamos trocando de namorado .
Até que um certo dia estava jantando com Julia em um restaurante próximo de nosso apartamento quando um moço alto de cabelos pretos muito bonito se aproximou e pediu meu telefone, eu lhe dei o numero com um sentimento estranho de que alguma coisa iria acontecer entre eu e esse jovem , que lhe apresentou se como Gustavo.
Gustavo me telefonou marcando um encontro , Julia me ajudou com a roupa maquiagem e tudo para estar linda naquela noite.
Chegando ao restaurante marcado avistei Gustavo de longe , estava tão elegante de social, foi uma paixão repentina.
Após esse jantar começamos a sair sempre, noites e noites de amor, ele era perfeito, nem pensava em Pedro mais. Estava completamente apaixonada.
Não demorou muito Gustavo me pediu em casamento, foi lindo uma festa na casa de meus pais com todos amigos e parentes juntos.
Em seis meses nos casamos e compramos uma linda casa um pouco longe da cidade, Gustavo era dono de sua própria empresa de automóveis.
Nossa vida de casados era linda e intensa, nunca brigávamos , tínhamos uma parceria em tudo.
No primeiro ano de casado já engravidei de nossa primeira filha Ana Lívia, que foi uma bênção em nossas vidas, Ana não dava trabalho algum consegui trabalhar e criar minha filha como sempre sonhei.
Com 2 anos de casada e com nossa filha, pensava muito em Pedro , pois por mais que eu estava feliz e realizada eu e meu marido não tínhamos aquela tal química que eu e Pedro tínhamos , me dava medo de nunca mas sentir isso na minha vida.
Será que só sentiria por Pedro? Será que perdi realmente o amor de minha vida? Mais e Gustavo era o que pra mim? Ele era bom, honesto, bom pai, bom marido, não tinha do que reclamar. Então era melhor para de pensar nessas coisas infantis e me dedicar ao meu marido.
Logo engravidei de meu filho João Eduardo , estava feliz e realizada com mais essa benção
Passando longos 5 anos, tinha uma vida feliz e estável com dois filhos maravilhosos Ana Lívia com quase 8 anos e João Eduardo com 5.
Acontece mais uma rasteira da vida, meu marido Gustavo foi fazer uma viagem de negócios quando sofre um grave acidente na estrada onde o deixa de coma.
Desesperada não sabia o que faria sem meu marido, não poderia perder mais um amor assim, meus filhos não comiam não dormiam apenas rezavam para ver o pai bom logo.
Não demorou quase nada veio a noticia de que Gustavo tinha falecido com 1 mês de coma.
Foi como perder o chão novamente, só que agora não estava sozinha, tinha mais duas pessoas que dependiam de mim, não poderia pensar em me esconder na casa de meus pais, e muito menos ficar numa cama.
Meus filhos foram mais fortes do que eu, pareciam anjos enviados por Deus, foi neles que me apóiem para encarar o velório, o enterro e a vida sem Gustavo a partir dali.
Tentei ser forte , mas ao passar do tempo a dor só aumentava.
Vendi nossa casa pois trazia muitas lembranças. Fomos morar perto da casa de meus pais, onde eu poderia ter uma certa fortaleza e voltar um pouco para o passado.
Um ano se passou e eu não parecia mais a mesma mulher, eu apenas tomava remédios , meu escritório já nem existia mais, vivíamos do dinheiro que Gustavo deixou para mim, a loja de carros meus pais que cuidavam , pois Gustavo não tinha parentes por aqui.
Sem animo de vida, nem nos meus filhos eu pensava mais, foi como viver um dia após o outro sem perspectiva de vida.
Até que minha prima Caroline ser pedida em casamento pelo namoradinho de colégio dela, e no dia de seu casamento fui obrigada a ir.
Chegando em seu casamento parecia estar voltando aos meus 16 anos estava toda a cidade no evento, e principalmente os pais de Pedro. Que eu ainda pensava com saudades.
Sem demorar muito avisto um rosto conhecido se aproximando, mais velho, muito elegante, mas sim sem duvida era Pedro, lindo e crescido.
Nunca imaginei sentir como se tivesse 16 anos ainda, nunca imaginei que quando eu o visse sentiria borboletas no estomago , meu coração gelado, e sem me importa por ser uma viúva com 2 filhos para criar, foi como o meu mundo tivesse desaparecido e só existisse eu e Pedro novamente. Mais ai surgiu a duvida, será que ele me odiaria ainda? Ou será que sua maturidade o deixou mais amável ao perdão.
Sem pensar duas vezes me aproximei e ele parou e ficou me olhando, foi como o tempo congelasse e os nosso olhares ficasse hipnotizado um com o outro.
Ali eu tive a certeza que ele nunca deixou de me amar, assim como eu nunca o deixei de amar.
Abracei ele e no meu ouvido ele disse, - você esta linda, parece que não envelheceu em nada, senti muito sua falta.
Eu ainda em seus braços comecei a chorar, e ele me retirou da cerimônia e começou a me fazer muitas perguntas como, se eu casei, se eu tive filhos e de como eu me senti sem ele.
Eu o respondi em tudo, e lhe disse o quanto eu pensava nele e o em como eu o amava como antes.
Então ele foi me conta sua historia de vida, me disse que se casou também , mais não pode ter filhos, seu casamento foi muito bom, mas sua mulher encontrou um novo rumo para sua vida onde ele não fazia mais parte.
Que ele morou em Nova York todos esses anos, e só volto por que se divorciou e estava entristecido com tudo.
E  que sempre pensou em mim, que sempre me amou também.
Depois de muita conversa, ele me dizia que sentia muito sobre meu marido.
Eu resolvi fazer a pergunta que não queria calar.
- Pedro por que você fez isso comigo? Por que me abandonou assim?  Por que me disse que eu o trai?
- Bia eu me arrependo muito de ter feito isso, hoje em dia mais maduro posso ver que se isso aconteceu ou não nosso amor era mais forte e eu fui muito fraco, muito orgulhoso e não queria ser passado pra trás, muito assustado também com o acidente de Henrique fugi.
- Mas você se lembra daquela noite do acidente que eu estava transtornado e gritando com você sem motivo aparente?
- Claro Pedro e isso significou o que ?
- Henrique me disse que vocês tiveram uma noite de amor linda, que ele como meu amigo me contou pois não queria que você me enganasse mais. E que ele estava apaixonado por você e que sentia que você também estava, pelo jeito que a te teve em sua cama.
Indignada parei por alguns instantes e senti nojo de tudo aquilo, mesmo Henrique não estando mais entre nos e já tendo se passado muitos anos, senti repulsa.
E me expliquei a Pedro, disse que isso nunca aconteceu, nunca beijei outra boca na época, só amava ele e mais ninguém.
Pedro por sua vez parou e começou a chorar e disse – Era disso que eu tinha medo depois que amadureci, de tudo ter sido mentira e por ser infantil e por uma coisa tão boba ter perdido o amor da minha vida.
Então o abracei e disse –Você não perdeu o amor da sua vida, eu estou aqui agora e tudo que passamos foi para crescermos como pessoa e criarmos experiências para que nos dois possamos ser felizes.
Depois desse dia Pedro eu nos casamos, ele assumiu meus filhos como dele, meus filhos o amava , nunca me esquecerei de Gustavo que aprendi muito.
Mais agora tinha motivo para viver novamente e depois de tantos anos estava com o amor da minha vida.

Amor, Loucura e Traição

Sinopse:

Depois de passar muito tempo sozinha, Melissa decide aceitar a proposta de Daniel, seu melhor e sex amigo. Ser sua namorada. Mas ao ser apresentada a família dele, ela conhece o irmão mais novo de Daniel, David. Ambos se apaixonam desesperadamente e vivem um complicado romance cheio de desejo e perigo.





O Amigo



Mais uma noite em casa sem saber o que fazer. Melissa estava especialmente elétrica. Era um sábado daqueles em que não surgiu nada de interessante para fazer e ela acabou por ficar em casa. Não que fosse do tipo saideira, mas ficar em casa não era uma opção muito atraente. Sentou frente a TV trocou de canal vária vezes. Ligou o computador checou os emails, tentou conversar com os poucos amigos que se encontravam online e por fim decidiu que iria ler um livro. Sentou-se no sofá abriu naquela página que há meses aguardava que ela continuasse a leitura. Precisou retornar algumas páginas para compreender a continuação da história. Por fim algo prendeu sua atenção. De repente o sábado que parecia muito chato estava bem mais agradável. A campainha tocou. Ela lamentou. Não era possível que agora que decidiu ficar em casa aparecesse alguém sem avisar para convidá-la para algo. Visualizou no olho mágico antes de abrir a porta.
—Daniel, oi.
—Oi. Desculpe aparecer a esta hora, mas trabalhei até tarde e não consegui me desconectar ainda para relaxar. Então resolvi vir ver você já que nem sequer me liga.
—Meu Deus, Daniel não precisa se justificar. Você sabe que pode aparecer a qualquer hora. Venha.
Daniel entrou na sala muito organizada.
—Você já estava pensando em dormir? — disse observando Melissa com roupa de dormir.
Só então ela se deu conta de estava usando um short doll minúsculo de malha. E ela percebeu o olhar de Daniel passeando por seu corpo com um brilho exagerado.
Desde que o conheceu ele sempre foi indiscreto, mas sempre parecia descontraído ao observá-la e fazer comentários sobre sua sensualidade. Ela nunca o levou a sério. Desta vez ele estava mais sério, parecia inquieto.
—Espere um minuto — Melissa foi para o quarto pegar um robe e retornou em seguida.
—Estava tão melhor antes — de novo aquele jeito moleque e extrovertido que ele sempre falava com ela.
Melissa balançou a cabeça sem se importar com os comentários de Daniel e mudou de assunto.
—Você quer beber alguma coisa?
—Não. Não agora. Eu estava pensando em outra coisa — o olhar dele passeou por ela de novo.
—Daniel, por favor. Já vai começar.
—Ahan. E sou eu que tenho mente poluída — ele exibiu seus dentes perfeitos num sorriso descontraído. — Eu só estava pensando que poderíamos sair. Nem que seja só para beber algo num barzinho, sei lá. Estou precisando relaxar.
— Não está muito tarde? — ele apenas manteve o olhar nela como que implorando. — Certo. Espere um minuto para me trocar.
—Não quer ajuda?
—Não — Ela respondeu a brincadeira como se estivesse zangada com ele. O que não era verdade.
Melissa conheceu Daniel há seis meses quando ele esteve na Construtora onde ela trabalhava como gerente administrativa para discutir um orçamento para construção de um prédio de sua empresa. A princípio ele lhe pareceu alguém com pouca importância, mas logo descobriu que se tratava de um administrador muito importante de uma grande empresa da área de publicidade. Melissa notou seu interesse por ela imediatamente, mas deixou bem claro que não pretendia se envolver com ninguém no momento, muito menos com um homem importante que tudo o que queria era diversão com ela. Daniel imediatamente mudou de estratégia e passou a insistir na amizade. E sempre que ela menos esperava, ele aparecia e conseguia alegrar seu dia. Eles saiam sempre e se divertiam muito. Sempre em tom de brincadeira Daniel provocava Melissa pedindo ela em casamento e ela nunca levava a sério. Sequer se dava ao trabalho de responder.
Os dois decidiram ir a um bar que acabara de inaugurar. Um local tranqüilo, música ao vivo. Super simpático.
—Você parece cansado. Como foi o seu dia? — Melissa puxou assunto assim que se sentaram em um canto mais reservado.
—Bastante cansativo. Um daqueles dias que as coisas parecem não caminhar muito bem. E você chega no final com a sensação de não ter feito nada.
—Eu sei como é isso.
—Vamos falar de coisas mais agradáveis. Estou pensando em tirar alguns dias para descansar e … pensei em ter uma companhia agradável para compartilhar esse momento comigo. Sabe, natureza, momento a dois …, o que você acha?
—Você é incorrigível, Daniel.
—É sério. Quem não precisa de férias?
—Não seria melhor levar sua namorada?
—Eu não tenho uma namorada, você sabe disso. Ainda estou esperando que a mulher perfeita se decida a me aceitar.
Melissa riu. Sempre a mesma conversa.
—Sinto pena de você, já que tal mulher não exista. Vamos falar de coisa real.
—Então tá. Quer casar comigo? – Daniel disse com aquele meio sorriso de sempre.
—Vamos falar sério só uma vez — Melissa respondeu no mesmo tom e balançou a cabeça como que duvidando da conversa que estavam tendo.
—Estou falando muito sério.
—Então, eu aceito.
—Ótimo. Vou levar você amanhã para conhecer minha família. O que acha?
—Ah, eu adoraria — ela fez um gesto exagerado como se estivesse interpretando uma personagem qualquer.
—Que horas eu pego você?
Melissa apenas balançou a cabeça sorrindo.
—É sério — Daniel disse dessa vez sem rir.
Ela não disse nada apenas o olhou nos olhos procurando o tom zombeteiro que ele imprimia sempre que tocava nesse assunto.
—Família. Não sei se é uma boa idéia.
—Tudo bem. Podemos passar o dia em um local paradisíaco. Eu prefiro isso.
—Entre as opções que tenho, … prefiro ver a família.
—Hum. Você acabou de ferir o meu ego profundamente.
A noite girou em torno de conversas amenas e por volta da uma hora Daniel levou Melissa para casa.
Melissa não tinha certeza se estava fazendo a coisa certa, mas precisava de alguém para compartilhar algo mais sério. Não conseguia imaginar mais ninguém ao seu lado senão seu melhor amigo. Afinal Daniel era um homem bonito. Muito bonito. Mais de um metro e oitenta, corpo relativamente forte, não musculoso, definido. Cabelos louros escuros sempre bem curtos. Olhos cinza. Bem sucedido. Embora não falassem muito de negócios, algumas vezes deixava escapar alguma informação que levava a crer que sua conta bancária não era nada modesta.

Era uma tarde

Era uma tarde de um dia agradável, comemorava-se um aniversário de um colega, foi quando ao chegar naquela festa, avistei uma imagem inigualável, uma menina de sorriso estutiande de uma alegria magnetizante.Fiquei ali por perto dela, quando quando não que derrepente ela me abraçou pelas costas e ali ficamos como bons amigos (bom era o que pensávamos), mas sentir aquela pela em contacto com a minha não pude resistir por muito tempo, convidei-a para um passeio na praça, mas antes mesmo de chegar ao nosso destino, nossos lábios como que íman se atraíram e se tocaram em meio a uma plateia na rua que para nós não exista a não ser a viagem de nossos desejos. Palavras não importavam naquele momento, promessas não nos interessavam. Depois que a vi partir para o recanto de seu lar, tive medo de me apaixonar perdidamente e iniciei a trilhar um caminho contrario ao daquela menina tão linda e tão bela, uma menina que de aparência não era os padrões que ate aquele momento eu ansiava, mas algo havia mudado em minha mente, mesmo assim não ficamos juntos como namorados em seguida, quando nos avistamos novamente, era como se aparentemente para as outras pessoas nada tivesse acontecido, mas era só aparentemente, pois ambas as partes sabiam o que havia acontecido. Nos encontramos mais uma vez em uma festa de aniversário de Filipe, irmão de uma amiga nossa de escola, ali eu a chamei para dançar e ficamos mais uma vez (termo hoje que detesto por sinal), nessa noite houve um episódio bem peculiar e que me deixaria marcado para sempre, estávamos namorando apoiados em um tanque de lavar roupa, ela meio que sentada no tanque e eu em pé, quando derrepente o tanque virou em direcção as pernas dela, sem pensar e muito rapidamente coloquei minha perna direita para protege-la e inacreditavelmente eu consegui segurar o tanque de concreto com uma perna tempo o suficiente para que ela conseguisse sair da direcção, mas minha canela ficou em carne viva, porem eu havia bebido muito aquela noite e estava anestesiado, porem o dia de seguinte não conseguia colocar o pé no chão de tanta dor, na escola todos encarnaram na gente pois estava mancando muito.Lembro-me que depois desse episódio saído mais uma vez em uma praia chamada de Perigoso, cujo da trilha de aproximadamente 45 minutos dava para se avista a pedra da tartaruga, uma visão muito bela, é uma praia nos arredores da pedra de guaratiba, conhecida no rio de janeiro como praia do oi, porem essa praia chamada perigoso, é uma praia de difícil acesso, lá nos divertimos muito, em um determinado momento ao estarmos dentro da agua ocorreu algo inusitado, ao ver uma grande onde que se aproximava eu e um amigo dissemos para Elis mergulhar cortando a onda e ambos tanto eu quanto meu amigo mergulhamos juntos e seguramos a mão ao qual pensávamos ser dela, quando ao voltar a superfice o inusitado é que estávamos segurando um a mão do outro,rsrs.Bom naquela tarde ao ver aquela menina tomando sol com um belo biquine, me acheguei com meus olhos cheios daquela visão magnifica, conversamos bastante e decidirmos ficar mas uma vez juntos a ajudei na trilha de volta, levei-a ate seu ônibus de destino. O dia seguinte entramos de ferias do colégio e ficamos algumas semana sem nos vermos. Retornamos as aulas e organizamos eu e um amigos do mesmo meio o aniversário dela, fizemos na casa de um amigo, lá havia uma pessoa, um rapaz que sempre estava cercando Elis, dançando com ela, ali vi o quanto me incomodava um outro homem flertando com ela, e descobri que aquilo não afectava simplesmente por esta flertando com uma menina que eu sai, mas sim porque ali comecei a encarar meus medos de me apaixonar por alguém e me ver tão vulnerável, pois todos que me conheciam e me conhecem sabem de como sou centrado, racional e lógico na grande maioria das vezes e essa menina havia chegado para desestruturar tudo que eu era ate então, naquele dia, no dia do aniversário dela não saímos, levei-a ate o ponto de ônibus e ela se foi, aquela semana foi crucial para que eu enfrentasse os meus temores internos, travei uma longa batalha, entre minha mente e meus sentimentos, era o racional e lógico que me mantia invulnerável a sofrer, contra os sentimentos e emoções que me colocaria totalmente exposto e desarmado diante daquela mulher única no mundo. Em uma quarta feira a angustia que invadia meu ser era tanto, que no estagio que eu fazia, não consegui trabalhar direito, pedi dispensa, naquela tarde sai do escritório no centro da cidade directamente para o colégio, onde ela estava em aula, consegui encontra-la na hora do intervalo e ali em frente ao local ao qual entramos para nos formar para um futuro, eu e ela decretemos o nosso, como amantes e namorados, pedi-a em namoro e disse que apartir daquele dia iria ama-la de todo o meu coração. Ela aceitou e ai começou a nossa paixão. Depois do inicio de nosso namoro, todo aniversário de namoro, eu a presenteava nem que fosse com apenas uma carta feita no power point com desenhos e poemas. Mas uma vez eu ganhei uma rifa no trabalho cujo o prémio era um grande e enorme urso rosa.Fui determinado para o colégio naquele momento a entregar aquele urso, porem eu era atleta de handebol no colégio, e naquele dia estava havendo Jogo no ginazio do colégio vizinho uma quadra lotada de pessoas e foi ali que decidi entregar esse presente a ela, ao entrar naquele ginásio com um urso daquele tamanho, tudo parou, todos olhavam para mim, na expectativa de saber que seria a privilegiada de tamanho romantismo, não sabendo eles que o privilegiado ali era eu. Quando cheguei a Elis e a entreguei aquele urso, o ginazio praticamente veio abaixo de gritos e assobios, ali eu soube que não haveria absolutamente nada capaz de impedir-me de expressar o meu amor por essa que é hoje a minha mulher, minha amada, minha amante, minha eterna namora. Estamos juntos a 12 anos e sei que envelheceremos juntos se o bom Deus nos permitir mais essa felicidade.
Elis eu te amo hoje e sempre e sempre!!!

Ivanildo de Oliveira.